sexta-feira, 23 de março de 2012

AMA O TEU PRÓXIMO




Mc 12.28-34 
 Creio irmãos que o Reino Deus, nestes dias irá se estender no meio desta 
cidade, se estes dois mandamentos forem praticados cada dia em nossas vidas. 
Creio que o Reino de Deus irá se estender através de nós e isto será o canal para atingir muitas pessoas que nos rodeiam. 
Quero falar-lhes sobre o segundo mandamento, não do primeiro. Eu gostaria de falar também 
sobre o primeiro, mas o tema que quero devolver refere-se ao segundo mandamento. 
Quando Jesus disse resumindo que o segundo mandamento é semelhante ao primeiro. O 
primeiro é amarás a Deus com tudo; e fala aqui de 4 todo: coração, alma, mente, forças. Com 
todo o nosso ser, amar a Deus é o primeiro mandamento. E o segundo é semelhante: amar a
próximo como a mim mesmo. 
Não existe mandamento maior que estes, e nesses dois mandamentos temos resumido toda lei, toda a vontade de Deus. 
Os dez mandamentos falam de nossa relação para com Deus, em nossos deveres para com Ele e logo fala dos nossos deveres para com o nosso próximo. 
E Jesus resume os dez mandamentos em dois: amar a Deus e amar ao próximo. 
E o que ama seu próximo, disse Paulo: cumpre toda a lei. 
E todos os pecados que podemos cometer contra Deus e contra o nosso próximo, pode resumirse desta maneira: não amar a Deus de todo nosso ser e não amar ao próximo como a mim mesmo. 
Ama o teu próximo este é o segundo mandamento e nisto está resumido tudo o que Deus 
espera do nosso tratamento com os nossos semelhantes. 


QUEM É O MEU PRÓXIMO? 






Alguém fez uma pergunta a Jesus: "quem é o meu próximo?" Jesus respondeu com uma 
parábola: "a parábola do bom samaritano”. 
O que Jesus quis focalizar com esta parábola é que o meu próximo é o meu próximo. É a pessoa que se encontra comigo cada dia. 
O sacerdote e o levita encontraram-se com o próximo, com seu próximo. Iam caminhando pelo caminho que descia de Jerusalém a Jericó, por um caminho deserto onde havia quem sabe algumas plantas silvestres, alguns pássaros, de repente encontrou-se com o próximo caído e ferido e seguiu adiante sem se importar. 
Quem é o meu próximo? Quem era o próximo do sacerdote? Era esse homem que havia caído e estava ferido, que era vítima dos ladrões. O levita também seguiu seu caminho, sem dar importância para o seu próximo. 
Mas o bom samaritano teve misericórdia dele, amou o seu próximo como a si mesmo. 
Fez uma ação para com este homem, assim como gostaria, ou esperava que outros fizessem 
com ele em semelhante situação. 
Quem é o meu próximo, o teu próximo? Este que encontras cada dia. Não importa que não vais de Jerusalém para Jericó. Esse que está perto de ti, tua esposa, teu filho, o motorista do ônibus, teu vizinho, o colega de trabalho, o que está atrás do balcão, seja de um lado ou de outro, todo aquele que encontra pela frente no teu dia-a-dia é o teu próximo. 
Portanto quem é o teu próximo agora? É aquele que está sentado ao teu lado neste momento, este é o teu próximo. E deve ser o alvo do teu amor. 



O senhor é muito prático. Não falou para amar todo o mundo, nem tão pouco que ames os que reúnem aqui neste lugar, o Senhor é muito prático, ele disse para amares neste instante aquele que está a tua frente, perto de ti. 
Ames a esse que está na tua frente, temos que viver o presente. 
Quem é o teu próximo, agora? É o que neste momento está mais perto de ti, a este tens que 
amar. E depois o mais próximo que se encontrará contigo, e assim por diante. Isto é o que o 
Senhor quer dizer com ama o teu próximo. 


Motorista do ônibus que encontras cada manhã, o menino que passa por ti todos os dias, quem sabe podes dirigir-lhe um sorriso, tomar conhecimento que ele está ali, perceber a sua presença e nota-la. 
O que Jesus está dizendo é tão envolvente que o próximo é a criança que está perto de mim, o ancião, uma mulher, o pobre, o rico, o mau, o bom, o cliente, o que me deve, o que me ofende, o que me trata bem, o irmão na fé, o ateu, o meu amigo ou o meu inimigo, aquele que fala bem de mim ou critica a mim, este é o teu próximo, com quem te encontras cada dia e o Senhor disse: "nisto se resume o tratamento com todo o homem: ama o teu próximo." 
Quem? Este com quem te encontras. 
Não importa como se chama, não importa como pensa, não importa que tenha feito, se te tratou mal ou bem: é o teu próximo, ama como a ti mesmo porque este é o resumo da lei. 


A NOSSA ATITUDE REVELA O NOSSO CARÁTER: 




A atitude e o tratamento para com o próximo revelam de uma grande forma o teu caráter. 
Como és? Conheces a ti mesmo? 
O tratamento ao próximo revela as tuas virtudes ou os teus defeitos. 
A tua verdadeira imagem não é o conceito que tens de ti mesmo, mas sim o conceito que os 
demais têm de ti. A imagem que recebem, a impressão que transmites com a tua conduta, com a tua atuação. 
Especialmente aqueles que te conhecem mais de perto, os que tratam contigo em situações 
mais difíceis. Por exemplo: "esse que te emprestou e exige que lhe pagues, ou aquele que 
emprestastes e não quer te pagar. Este que te trata mal ou aquele que tu tens tratado mal”. 
Esses sabem muito bem o que existe no teu interior, no teu coração, quando estás debaixo de pressão e dificuldades. 
Quando não está submetido à pressão não és conhecido. Nunca pode saber a resistência de um pedaço de madeira antes de tê-lo submetido a pressão. 
Quando sofre pressão pode saber até onde pode resistir. Desta maneira teu semelhante não irá te conhecer em boas reuniões ou em momentos de calma e cordialidade, entre abraços e beijos. 
Isto está bem, mas irão te conhecer mesmo nos momentos que serás provado. 
O senhor pede que no trato com o próximo o que mais ressalte não seja a tua severidade, nem a tua exigência, a tua justiça, nem a tua lealdade.
O  que o Senhor quer que ressalte é: "ama o teu próximo." 
Todos aqueles que relacionarem contigo devem sair com esta impressão: "ele me ama, me 
ama." 
Receba isto, porque Jesus disse: "isto é tudo”. 
Se o maior mandamento com respeito ao meu próximo é amá-lo, a impressão mais importante que ele deve receber no relacionamento comigo é o amor. 



O amor tem que ser a característica principal em teu relacionamento com os teus semelhantes. 
Seja a tua esposa, teus filhos, teus irmãos, teus vizinhos, teus discípulos, os pastores, teus 
amigos ou teus inimigos. 
Quem quer que seja a impressão que deve receber é o amor. 
Jesus disse que este é o mandamento principal no teu relacionamento com o teu semelhante.

INQUIETAÇÃO E DESCOBERTA: A CHAVE 


Eu tenho estado inquieto com respeito a esse tema, faz muitos meses. 
Tenho perguntado, qual é a chave, se é que se pode chamar de chave, para amar ao meu 
próximo. 
Insatisfeito com o amor que tenho demonstrado ao próximo e querendo crescer nesse sentido e direção. 
Existe uma pista que pode ajudar para que este mandamento se cumpra em tua vida? Existe 
algum segredo que pode conduzir a isto? 
Paulo disse: "que o amor de Deus, o Ágape de Deus é derramado em nossos corações pelo 
Espírito Santo que nos foi outorgado." 
Não o teu amor, mas sim o amor de Deus. Deus é amor, o seu próprio amor foi derramado em teu interior, em teu coração pelo Espírito Santo. 
Todos aqueles que receberam o Espírito Santo e Ele foi derramado em teu interior, o amor de Deus também foi derramado. Eu creio de todo o meu coração. Tu também crês? 
Entretanto, porque este amor não flui do teu interior até o teu próximo? Por quê? O amor está 
dentro de ti, mas às vezes não flui para o próximo?
Com alguns quem sabe anda bem, com os que te tratam bem, com os que te elogiam, com os que te estimam, com os que não tens problema, quem sabe para com estes o amor que está dentro de ti flui. 
Mas o Senhor disse. "Ao teu próximo", não somente os bons, mas sim ao teu próximo, a todos. 
Porque não flui? 
Tenho perguntado ao Senhor: "Qual é a chave para amar o meu próximo?" Eu quero cumprir 
este mandamento, pois é o principal. 
Disse Jesus: "tudo está resumido, não existe maior mandamento além destes dois”. 
Irmãos com muita simplicidade, mas com muita convicção, quero dizer-lhes: “que segundo 
tenho compreendido e creio que é de Deus. Entendo que a chave para amar o nosso próximo é aprecia-lo, valorizar o nosso próximo desde o nosso interior, em nosso coração”. 
Em teu interior estimá-lo, valorizá-lo e quero gastar o resto do tempo para explicar sobre esta 
chave para amar ao próximo. 
O amor está, o depósito está. O amor de Deus já foi derramado, mas é necessário que tenhas uma atitude correta para com o próximo, a fim de que este amor que está em ti flui até ele. 
Tem que existir canais, avenidas através das quais esse amor flui. 
Entendo que tens que inclinar o teu coração para que o que está dentro seja derramado. 
Esta é a chave: "apreciar o teu próximo”. Esta é a chave para amá-lo. 


INDIFERENÇA OU AGRESSIVIDADE: 




Vives em uma cidade populosa, cidade moderna, que está te desumanizando.



Vês muitas pessoas todos os dias, as ruas e avenidas parecem rios de pessoas. 
As pessoas se multiplicaram tanto que parecem ser apenas números. 
E tomas uma atitude moderna, terrível, trágica até, de indiferença para com os teus 
semelhantes. 
Atitude que domina a sociedade atual diante do próximo é a indiferença. 
Tem importância o próximo para mim se posso tirar algum proveito com isso, mas se não, não me interessa, ele que fique na dele que eu fico na minha. 
Está mal, tem dificuldades, problema dele, não meu, já tenho os meus, para que vou pegar mais problemas.  
Podemos ter três atitudes para com o nosso próximo: o que é teu é meu; o que é meu é meu; o que é meu é teu. 
Quanto mais populosas as cidades, mais solitários se tornam os homens. 
No interior, de uma certa forma ainda se conserva os melhores tratamentos para com os outros. 
Nas cidades grandes como Salvador, existem tantas pessoas que já não importa muito com 
estão. 
Indiferenças se não existe problema e agressividade se teu próximo te incomoda. 
O motorista que passou com o sinal que estava aberto para ti, neste momento aparece à 
agressividade pela janela. Para reclamar e pronunciar impropérios. 
O que alguém faz ao que lhe incomoda e prejudica? Já não é mais indiferente, mas sim 
agressivo. 
A indiferença e a agressividade são o que caracteriza o tratamento dos homens com os 
homens em nossa civilizada e moderna selva. 
O homem ignora o homem, longe de apreciá-lo o menospreza. Muitas vezes o homem se 
transforma em lobo-homem 
Muitos tratam com mais carinho as suas plantas do que seus próprios filhos. E se algum dos 
filhos arranca uma planta, pobre filho. Existem alguns que são mais carinhosos com seus cães do que com os filhos do vizinho. 
As pessoas sobem e descem do ônibus e não falam nada e quando falam é para discutir ou 
xingar por que o troco está errado, ou porque o motorista não parou em sua parada. É assim 
que os homens se tratam. 


UMA MATÉRIA: RELAÇÕES HUMANAS 


Em nossa sociedade existe uma matéria que se ensina cada vez mais, chama-se: "relações 
públicas, relações humanas”. Ensinam a cortesia, as boas maneiras, tratamento amável, as 
regras urbanas. 
Quem dera, isto fosse expressão genuína e autêntica, mas geralmente são a máscara de 
fingimento e falsidade que vive a nossa geração. 
Por exemplo: O senhor como está, muito bom tê-lo conhecido, muito prazer, não o prazer é 
meu, como está a família, os seus filhos, dê saudações todos. Até logo. Tchau. O que importa a esposa, os filhos, pois quando o outro sai diz: "até que enfim já foi." 
Isto é fingimento, o comerciante tratar bem o cliente, mas não é por que o aprecia muito, mas 
sim porque aprecia o que o cliente tem no bolso. E está tratando de tirar do seu bolso o que 
quer em realidade. 
A chave para amar o próximo é: apreciá-lo de todo coração.



O QUE É APRECIAR? 




O que é apreciar? Apreciar e reconhecer e estimar os verdadeiros valores das pessoas. 
Exemplo: uma criança encontra uma linda pedra, brinca com ela, o pai chega e vê a pedra e tem a impressão que é um diamante. Leva para o relojoeiro para revisar, efetivamente era diamante, 
para a criança era uma pedra bonita. O relojoeiro diz que é diamante e que vale muito. Antes 
ela valia a mesma coisa, mas a criança não sabia e brincava com ela. Agora está apreciando, o relojoeiro lhe deu um verdadeiro e justo valor. 
Antes brincavam com a pedra, agora querem guardá-la e cuida-la muito bem, pois é 
valiosa. Que transformação!!!  Por que descobriram o verdadeiro valor desta pedra. 
Quanto vale o que o próximo? Trata-o assim no mais, tratas com desprezo, com rudeza, com 
frieza, com indiferença, com agressividade. 
Se aprecias as plantas e os animais, todas as coisas criadas, muito mais temos que valorizar o nosso semelhante, o teu próximo. 
Quanto vale uma pessoa? Tem preço? 
Que Deus possa ungir os teus olhos com colírio neste momento. Os teus olhos sejam abertos e que Deus possa revelar qual é o valor de uma pessoa. 
E possamos descobrir o quanto vale o meu semelhante, o meu próximo. 
E possas sair daqui com esta grande descoberta. E possas apreciá-lo, valorizá-lo e estimá-lo. 
Então será fácil abrir a janela, a rua, a avenida para que o amor flua de teu interior. 
Irás caminhando pela praia e encontras uma pedra linda, levanta e gostas da sua cor e de sua 
forma, lava-a na água do mar, ficou bem melhor e diz: "vou levar para minha casa”. 
É uma simples pedra, mas tu a apreciastes e valorizastes e guardastes e a trataste bem.  
Alguns encontram plantas e quanto apreciam e valorizam.  
Outros gostam de cães ou gatos de raça os apreciam, valorizam. Está bem, pois tudo o que 
Deus criou é precioso e valioso. Mas se uma pedra vale, uma planta vale mais, um animal mais ainda. 
Quanto vale um homem? 
Necessitamos redescobrir o valor de nosso próximo. O homem. Todo o homem é o clímax de 
toda a criação. 
Se gostas de uma pedra, ou de um diamante, o que é o diamante ao lado de um homem? 
O que são 100 quilos de ouro ao lado de um homem de carne e osso em quem Deus gastou o melhor e colocou o melhor de sua criação.  
O homem é a máxima expressão da criação de Deus. Não existe nada no mundo que tenha mais valor que o ser-humano. 
Além do mais o homem é um ser eterno criado para a glória de Deus. Deus amou os homens 
pecadores de tal maneira que mandou seu próprio filho fazer o máximo sacrifício para resgatar, recuperar o homem de seu pecado e restaurar a glória e o seu propósito no homem. 
Se olharmos o homem com os olhos de Deus, iremos valorizá-lo, para Deus é muito mais valioso um bebê, um velho do que 1000 diamantes. 
Mas o homem natural não valoriza as coisas assim.  
Por que para Deus é mais importante? Porque Deus valoriza o homen em seu verdadeiro valor. 
Deus põe em um prato da balança o homem e no outro prato todas as riquezas e diz: "o 
homem vale muito mais”. 








quinta-feira, 22 de março de 2012

Você tem um amigo de verdade?


"A verdadeira amizade é um caminho de mão dupla. Quando o sorriso de seus amigos lhe fizer duplamente feliz, quando a vitória do seu amigo é a sua própria vitória, aí você saberá que tornou-se um amigo de verdade."



A palavra amigo deriva do latim amicus, com o significado de preferido, amado. De fato, a palavra amigo deriva do verbo latino amare, em português - amar.

Amizade, portanto, é uma forma de amor. Um amor sincero, leal, transparente e incondicional.

A amizade é, depois do amor materno, a mais bela expressão do amor incondicional.

Claro que estou falando da amizade verdadeira, desta amizade que é um tipo verdadeiro de amor não erótico e desvinculado de qualquer necessidade de parentesco.

Não que amizade e erotismo não possam conviver juntos, mas quando desejos de ordem sexual entram em jogo, deixamos a esfera da amizade e entramos nos domínios da atração, da paixão e, não raro, do amor.

Nem todas as pessoas que chamamos de amigos vivem uma amizade conosco. Temos mais conhecidos e colegas que amigos. Sendo uma forma de amor, a amizade verdadeira é tão rara quanto o amor verdadeiro, mas existe!

Amigo de verdade não é aquele que diz o que você quer ouvir. Amigo de verdade é aquele que diz o que você precisa ouvir!

Aquilo que você quer ouvir, seus inimigos estão prontos para lhe dizer a qualquer instante, especialmente se isso for incitar a sua vaidade e encaminhá-lo mais rápido para as armadilhas destinadas aos egos inflados.

Um amigo de verdade arrisca a própria amizade em nome da sincera tentativa de lhe fazer enxergar a verdade. Ele pode lhe dizer coisas que doam profundamente e que lhe façam ter a reação infantil e ingrata de romper a amizade com ele, mas mesmo assim ele diz o que precisa ser dito.


Como seres humanos incoerentes que somos, preferimos pessoas que nos digam doces mentiras a nosso respeito e sobre nossa vida, e não pessoas transparentes e corajosas o suficiente para apontarem nossas ilusões e defeitos. Reconhece-se um amigo por sua coragem em dizer-nos o que precisa ser dito, mesmo sabendo que poderá receber ingratidão, raiva e rompimento da amizade como “pagamento” por sua sinceridade.

Não pense que amigo é somente aquele que lhe oferece o ombro na hora em que você mais precisa. Muitas pessoas são ótimas “amigas” quando você está por baixo. Consolar pessoas as fazem sentir-se importantes. Mas esses mesmos “amigos” talvez não tolerem o seu sucesso e seus momentos de felicidade, sentindo-se inferiores e questionando o seu direito a ser feliz.

Amigo de verdade não é somente quem te consola quando você chora, mas quem se alegra ao ver você sorrir!

Amigos que só estão com você para usufruir de benefícios e outras amizades que você possui não são amigos, são pessoas interesseiras e calculistas. Se você possui qualquer vantagem, observe se as pessoas a quem você chama amigos não estão a seu lado apenas por causa dessa vantagem. Elas estão com você por você e apenas por você? Ou estão com você por quem você é, por quem você conhece, pelo que você sabe, ou pelo que você possui?

Amizade verdadeira possui um interesse interessado e não interesseiro. Um amigo de verdade está interessado em te ver feliz e não age de maneira interesseira buscando ser feliz através de você.

Um amigo multiplica os seus momentos felizes, diminui seus momentos de dor, adiciona força e inspiração no seu caminho e divide as coisas com tamanha alegria que te faz ter a certeza de jamais estar sozinho.

Duas situações simultâneas fazem você conhecer os seus verdadeiros amigos: quando você mais precisa e nada tem a oferecer em reciprocidade.

O verdadeiro amigo possui a capacidade de ver através de você, ele te conhece profundamente, e continua apreciando a sua presença, seja qual for o saldo entre suas virtudes e defeitos.



A única solidão real que existe no mundo é a ausência de uma amizade verdadeira. Um verdadeiro amigo fará por você o que nenhuma outra pessoa, mesmo os familiares farão, porque os laços da verdadeira amizade costumam ser mais fortes que os laços sanguíneos. Se você estranhou esta frase, deve estar vivendo uma das situações: ou possui familiares que vão muito além dos laços sanguíneos, amando-o verdadeiramente e sendo seus amigos, ou ainda não encontrou a verdadeira amizade.

Se alguém da sua família, além de ser seu parente é também seu amigo, então você conhecerá o verdadeiro sentido da palavra irmão e entenderá o que toda família deveria ser. As melhores mães são aquelas que, sem abandonar o posto de mães, são também amigas. Os melhores pais seguem a mesma regra assim como os melhores irmãos, primos e tios. São pessoas tão amigas, que, por vezes, até esquecem que existem laços sanguíneos, já que os laços do espírito são incrivelmente mais fortes. O parentesco é uma conseqüência, a amizade uma conquista.

Importante notar que essas amizades verdadeiras, algumas vezes são pressentidas no momento em que conhecemos a pessoa, mas como as melhores árvores frutíferas, oferecerão os melhores frutos na maturidade. Amizade é um processo que se constrói, fortifica e solidifica através do tempo.

O cristianismo convida a amar aos inimigos e, sem dúvida, é nobre o coração que não manifesta ódio aos que se apresentam como inimigos, mas por razões de bom senso, na vida prática é melhor considerar a frase desta maneira: Amai os vossos inimigos, mas não os confunda com amigos.

Falso amigo

Um falso amigo é muito mais perigoso que um inimigo declarado. A falsidade e a hipocrisia são as armas mais sórdidas utilizadas por pessoas que não respeitam o seu ser e que pretendem usar você em benefício próprio. Não confunda inimigos com amigos, isso põe em risco a sua vida.

Não se entristeça se você possui poucos amigos verdadeiros. Amizade se mede em qualidade e não em quantidade. Dedique-se a ser um amigo verdadeiro das pessoas à sua volta. A arte de fazer amigos verdadeiros depende de aprender a ser amigo de verdade. A verdadeira amizade é um caminho de mão dupla.

Quando o sorriso de seus amigos lhe fizer duplamente feliz, quando a vitória do seu amigo é a sua própria vitória, aí você saberá que tornou-se um amigo de verdade.

Com amigos de verdade você jamais será destruído, porque parte da sua força e do seu tesouro estarão sempre guardados em lugar seguro: no coração dos seus amigos.


 Mesmo que um dia, abatido por circunstâncias inesperadas, sua crença na vida fique abalada, uma mão virá em sua direção acompanhada de um sorriso: seus amigos não deixaram de acreditar em você,( nem mesmo o nosso amigo maior que nunca nos abandona, que é o nosso Jesus! Celita Ribeiro de Souza)




Carlos Hilsdorf


Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. 


quarta-feira, 21 de março de 2012

A TV e a Criança nos dias de hoje


achei esse tema sobre a TV e as crianças  bem legal porque sempre me preocupei com o que a televisão esta exibindo e bem mais quando minha filha nasceu, resolvi postar e compartilhar porque também já fui criança e lembro que no meu tempo eu não assistia tanto a TV, mas lembro que eu brincava muito porque eu é que inventava as brincadeiras com meus irmãos e as crianças da vizinhança, mas o que mais me marcou foi quando conheci a bicicleta, eu voa as traças!

escrito pela psicologa e especialista em crianças Edna Wallbach:


 

por  
**Edna Wallbach –   psicóloga 

Coloquei este título no trabalho, “A TV e a Criança”, mas gostaria de falar da influência não só da TV, como também dos computadores, dos vídeogames, das “Lan Houses”, da Internet, dos jogos virtuais, enfim das crianças “plugadas” na era eletrônica.
            Quais serão as conseqüências de tudo isto nas gerações que estão por vir? Será que o cérebro humano tolera esta sobrecarga de estímulos?
 E do ponto de vista emocional, como é que ficam os relacionamentos humanos?
            Devido às grandes cidades em que vivemos, à falta de segurança e às dificuldades econômicas vemos, cada vez mais, crianças morando em apartamentos muito pequenos, onde as únicas atividades são:  assistir TV, jogar videogames ou navegar na Internet.
            Em primeiro lugar vamos falar da TV. É claro que ela nos mantém informados, que hoje em todos os lares há pelo menos um aparelho de TV e que isto, sem dúvida, é um avanço tecnológico imensurável.  Mas... e quanto às crianças?


Do ponto de vista emocional, poderíamos dizer que a atitude das crianças vendo TV é absolutamente passiva. A criança levanta da cama e vai para a TV. Não lhe é exigido nenhum trabalho de criatividade para evitar a monotonia, ela não precisa  pensar.
            Existem pessoas que não suportam estar em silêncio, e então ao entrar em casa, a primeira coisa que fazem é ligar a TV. É difícil às vezes, escutar-se a si mesmo ou escutar o que nossos entes queridos têm para nos dizer.

A TV serve muitas vezes para não deixar pensar, para “distrair”. Pode servir como um refúgio psíquico, (John Steiner), ou seja, uma área de relativa tranqüilidade contra as tensões, quando qualquer contato com o outro é visto como algo ameaçador.  A televisão, a internet, enfim o mundo virtual propicia uma dose excessiva e indiscriminada desse tipo de refúgio que pode prejudicar o desenvolvimento e o crescimento, uma vez que representa um obstáculo ao contato humano que fica então totalmente prejudicado quando as pessoas fazem até as refeições diante da TV.
            Visualizemos uma criança da época de antes da TV. Se ela quisesse brincar, era necessário ir chamar seus amiguinhos da rua, inventar brincadeiras como jogar bola, subir em árvores, pular amarelinha, polícia e ladrão, brincar de bolinha de búrico, bets, brincadeiras de roda, que proporcionavam acima de tudo, contato humano, relacionamento, lidar com as perdas e os ganhos, etc. E se isto não fosse possível ela começava desde cedo a agüentar a frustração de ficar só, e talvez pegasse um livro para ler ou tivesse que inventar algo.

            Reparem na sutiliza disso. Imaginem essa situação se repetindo cotidianamente, milhares de vezes.  A tolerância à frustração se tornava parte do dia a dia e da personalidade das pessoas. Hoje em dia a TV proporciona companhia imediata. Não é mais preciso chamar o amiguinho da rua, e também não é preciso criar nada, as coisas já vêm prontas.

Devemos ter em mente que a semente do pensamento é a frustração, e o relacionamento com a mãe, ou com figuras que fazem o papel da mãe e que interpretam os sentimentos, que conversam com a criança, dando acolhimento ou rêverie.
Como diz Bion, uma criança capaz de tolerar frustração se permite ter um senso de realidade, ser dominada pelo princípio da realidade. Se a sua intolerância à frustração vai além de certo grau, os mecanismos onipotentes entram em ação, especialmente a identificação projetiva.
Outro autor que trata do tema da “Capacidade de estar só”, Winnicott, diz que muito se tem falado do medo de estar só, ou do desejo de estar só, mas que na realidade é necessário ter capacidade para estar só. Estar só é estar acompanhado de si mesmo, e de seus bons objetos internalizados.  Ou seja, é preciso ter bons objetos internalizados para se poder estar só.  A relação do indivíduo com seus objetos internos se for boa, lhe dá confiança quanto ao presente e ao futuro, e lhe dá auto-suficiência para viver de modo que a pessoa se sinta capaz de descansar contente, mesmo na ausência de objetos ou estímulos externos.
Com a era eletrônica, porém, há uma inundação de imagens, a companhia é mecânica, não provoca frustração, não existe relacionamento.
Isto pode gerar inúmeros problemas, entre eles a dificuldade que as crianças apresentam em acompanhar o ritmo da escola, aonde as coisas não vêm prontas, é preciso fazer as lições, pesquisar. Inúmeras crianças não conseguem fazer isso, não toleram as dificuldades dessa espécie, ou seja, o tolerar esperar.

Além disso, temos visto cada vez mais problemas de coordenação motora, tanto ampla como fina,  crianças com problemas para escrever.
            Não podemos deixar de sinalizar o lixo dos programas apresentados pela televisão que chamam muito a atenção das crianças.  É raro vermos um programa de alta qualidade dirigido às crianças, que enfatizem a literatura infantil, conhecimentos gerais e que forneçam bons modelos de família, moralidade e ética, de forma original e motivadora.   Segundo a revista Veja uma ONG chamada Mediativa e o Instituto de Pesquisa Multifocus estudam a qualidade da programação Infanto-Juvenil da televisão brasileira. Dessa pesquisa resultou uma tábua de 10 mandamentos do que a televisão deveria proporcionar, segundo os pais.
  1. Confirmar valores (Transmitir conceitos como respeito à família e ao próximo.)
  2. Incentivar a auto-estima (Não reforçar preconceitos nem estereótipos)
  3. Preparar para a vida (propor temas importantes para a futura vida profissional e social)
  4. Gerar curiosidade (Despertar o gosto pelo saber)
  5. Não ser apelativo (não banalizar a sexualidade nem a violência e não incentivar o consumismo).
  6. Ser atraente (ter música, ação, humor).
  7. Despertar o senso crítico (fazer a criança e o jovem refletir)
  8. Mostrar a realidade (apresentar a vida como ela é, apontando os limites e as conseqüências de cada ação).
  9. Gerar identificação (mostrar situações próximas das vivências das crianças e dos jovens).
  10. Ter fantasia (estimular a brincadeira e fazer sonhar).

No entanto, foi visto que os programas se ocupam dos mandamentos tidos como secundários e não dos essenciais. Há muito mais programas que “tem fantasia”, “são atraentes” e “não são apelativos” do que aqueles que “confirmam valores”, “incentivam a auto-estima” e “preparam para a vida”.
Outro dado importante obtido pela pesquisa é que 40% das crianças ficam na frente da televisão diariamente até as 23 horas e esta proporção cresce à medida que a idade aumenta. Mas não existe programação dirigida a esta faixa etária no horário noturno.
Qual é a programação do horário noturno? Mesmo nos telejornais, quais são as notícias privilegiadas? Geralmente são as de violência.
Como diz Carl Sagan em “O Mundo assombrado pelos Demônios” um extraterrestre recém-chegado a Terra, examinando o que apresentamos à nossas crianças na televisão, no rádio, no cinema, histórias em quadrinho, revista, etc. poderia facilmente concluir que fazemos questão de lhes ensinar assassinatos, estupros, crueldades, superstições, credulidade e consumismo. Sem falar na corrupção! Continuamos a seguir esse padrão, e pelas constantes repetições muitas das crianças acabam aprendendo essas coisas.
“Que tipo de sociedade não poderíamos criar se em vez disso, lhes incutíssemos a ciência e um sentimento de esperança”?
            Segundo pesquisa, os programas infantis americanos, das manhãs de sábado, apresentam uma média de 25 atos de violência por hora. Se a TV provoca violência ou se crianças violentas preferem assistir programas violentos, não sabemos. Mas no mínimo, isso as torna insensíveis à agressão e à crueldade gratuita E o que estará sendo implantado no cérebro de uma criança que assiste a uns 100 mil atos de violência antes de terminar a escola primária?
Se pensarmos na importância das identificações de uma criança e na importância dos ídolos, teremos que pensar nos modelos que a televisão oferece assim como nas mensagens subliminares que são passadas a cada minuto.
E pensando na sociedade de consumo, podemos afirmar que a mídia não tem interesse em pessoas bem estruturadas, com valores definidos e que não se deixam influenciar tão facilmente.
Quais são as noções de valores que a televisão nos oferece?

Outra atividade cada vez mais difundida são os videogames, que colocam a criança diante de uma realidade virtual. Em certa dose, pode ser muito interessante. Mas está havendo um exagero, e as crianças e mesmo adultos estão se tornando viciados neste tipo de atividade, chegando a substituir a realidade pelo mundo virtual.

            Esses jogos estimulam a competição e a agressividade. É matar ou morrer! As crianças se tornam terroristas! Brincam com armas de fogo e matam virtualmente. A adrenalina corre solta por suas veias.
            A Internet não tem censura! Não tem limites!
            A Internet cresceu 180% nos últimos quatro anos!
            Crianças podem ver cenas de sexo e todas as perversidades inimagináveis apertando apenas um botão e do seu próprio quarto.

A impulsividade, a competição, a agressividade, a sexualidade, a velocidade são  atrações tanto da Internet como das casas de jogos eletrônicos que ganham milhares de dólares provocando adrenalina nas pessoas de todas as idades.
E depois? Como é que fica a realidade sem adrenalina?
A moda agora é festejar aniversário de criança nas “Lan Houses” onde as crianças trocam as brincadeiras e os doces, pelos computadores.
Crianças têm televisão, DVD, computador no quarto e cada uma tem o seu.
Será que as drogas não têm a ver com isso? Adrenalina a qualquer preço!  Adultos e adolescentes viciados em adrenalina!
            Já tive a oportunidade de ver dois irmãos, que jogavam xadrez através de computadores, cada um do seu próprio quarto, na mesma casa. Onde é que fica o contato humano?
            Será que não está havendo uma “desumanização”, uma vez que sem a possibilidade de desenvolver as habilidades próprias da natureza humana, ou seja, os relacionamentos, a criança tende a preencher esse vazio, com emoções violentas como cenas chocantes, velocidade, etc.
            Será que o aumento da violência não tem a ver com isto?
            Tenho recebido no consultório crianças e adolescentes tímidos que só conseguem se relacionar através da Internet. Não têm amigos na realidade, mas estão cheios de amigos e mesmo namorados virtuais. Nas amizades virtuais, a pessoa não tem que se defrontar com a realidade, e principalmente com frustrações.
            Existe uma influência grande de seriados japoneses, onde os adolescentes ou mesmo as crianças têm super poderes e, portanto, não têm que se defrontar com as suas dificuldades e impotências da vida real.
            É claro que estamos diante de uma geração super inteligente, porém, muitas vezes, mais agitada e com problemas de atenção e concentração nas atividades escolares.
            Através da Internet, uma criança encontra num click tudo que a humanidade levou milhares de anos para descobrir.
            O volume de informações é excessivo, impossível de ser digerido, de ser organizado. Como conseqüência, tem-se visto crianças ligadas demais, hiperativas, com dificuldade de concentração, de organização e de relacionamento, por vezes agressivas demais. Crianças que não conseguem fazer amigos, que não acompanham a escola, repetem o ano, não conseguem ler e escrever.
            É importante que os pais estejam atentos para o que os seus filhos estão vendo na TV ou na Internet e quanto tempo se demoram nessas atividades.
            Não se pode proibir os filhos de assistir determinados programas em moda na TV. O que se pode fazer é comentar os programas com as crianças, fazer os filhos pensarem sobre os temas, formularem questões, narrar o que viram, enfim aprender a ter uma atitude crítica.
Organizar os horários, dosar esse tipo de atividade é fundamental.  Encarar a TV como uma forma de laser.  Ter prazer durante certo tempo no dia não faz mal, porém passar todas as horas livres neste tipo de laser, isso sim pode ser muito prejudicial.       
Podemos fazer um círculo e preencher com o número de horas que a criança gasta com escola, brincadeiras, televisão, etc. Assim teremos um quadro que nos dará uma noção se ela não está se expondo demais a esse tipo de influência.
            As rédeas ainda estão nas mãos dos pais!

Bibliografia:
- John Steiner  - Refúgios Psíquicos – Imago – 1997
- W. R. Bion – Aprender com a Experiência
- D. W. Winnicott – O Ambiente e os Processos de Maturação – Artes Médicas  - 1982.
- Carl Sagan – O Mundo Assombrado pelos Demônios – Companhia das Letras - 2004
- Revista Veja – 28 de julho de 2004. .

Resumo:
 A autora tenta com este trabalho, investigar qual seria a influência da era eletrônica, televisão, computador, vídeos games, enfim, do excesso de estímulos,  no processo de evolução das novas gerações, na capacidade de suportar frustrações,de estar  só consigo mesmo, de pensar,ou de se relacionar com os outros, na  socialização e até na violência da sociedade atual.
Palavras chaves: mundo virtual, relacionamento, violência.




* Este trabalho foi apresentado como Tema Livre no Terceiro Encontro das Regionais da Sociedade Brasileira de   Psicanálise de São Paulo, realizado em Santos no dia 13 de agosto de 2010.

**Edna Wallbach –  é psicóloga e trabalha com crianças há 37 anos. Psicanalista, membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e atual presidente  do Núcleo Psicanalítico de Curitiba.

segunda-feira, 19 de março de 2012

ADORAÇÃO



ESTÁ ZELANDO PELOS SEUS, PELA SUA CASA.Deus está trabalhando nos seus, Espírito Santo está lá sondando os corações e agindo em favor dos seus. Abra aí comigo em Is 61: 1, 2a, 4.
Escute o que estou lhe dizendo a adoração que vc coloca diante de Deus, a sua vida no altar tem um impacto sobre as gerações de sua família vindas após vc, são seus filhos, os filhos de seus filhos, e assim por diante UMA GERAÇÃO DE ADORADORES, DE EXALTADORES DO REI JESUS!!!!!!!! Foi feita uma pesquisa nos EUA sobre as famílias cristãs e as não cristãs que povoarão os Eua quando saíram da Inglaterra e foram p uma terra desconhecida, as gerações daqueles que eram cristãos foram visivelmente mais abençoadas dos que a que não, das gerações dos crentes, tiveram pessoas íntegras, trabalhadoras até um presidente da república, e nas famílias que não eram cristãs tiveram corruptos, ladrões, prostitutas...
Creia a sua vida cristã, a sua vida de Exaltar o nome de Deus e crer que Jesus tem o melhor para vc NUNCA, NUNCA SERÁ EM VÃO!!! Portanto DEDIQUE-SE, ESFORÇE-SE EM AMAR A DEUS, EM SERVÍ-LO, EM ADORÁ-LO. NADA deve separar vc do amor de Deus. Para Jesus NÃO há limites, ele age na tua família, ele te perdoa, limpa tuas lágrimas te dá uma nova vida, tira tua tristeza e coloca um sorriso nos seus lábios. Esse é o Senhor! Ele é digno, Ele é digno de ser exaltado adorado, glorificado.
E sabe o final dessa história irmãos, sabe como isso termina, sabe como tua adoração ao Deus VERDADEIRO TERMINA? Abra aí Ap. 12:11, e “ELES O VENCERAM PELO SANGUE DO CORDEIRO E NÃO AMARAM A SUA VIDA ATÉ A MORTE”. ALELUIAS! A vitória é nossa amados! A vitória sobre a morte, a vitória sobre o pecado, é nossa! Glorifique por isso dê glórias a DEUS!

domingo, 18 de março de 2012

Conhecendo a Força do Perdão





Perdoar é um ato irracional aos olhos do homem natural, e só o compreendem aqueles que têm conhecimento da graça e do amor de Deus. Nada mais é que doar o imerecido. Os conhecedores da graça do Senhor possuem uma atitude sempre disposta a perdoar, atitude que, como nos ensina a Bíblia, torna-os libertos das prisões do passado, assim como desarma o sistema de violência (desejo de vingança) que antes os possuía (Gênesis capítulo 33, versículos 4 a 9).

Caso não exercite o perdão, o agressor, inevitavelmente, permanecerá dentro de você, fazendo maior a ferida, como se pode observar do texto de Hebreus, capítulo 12, versículo 15. Jesus Cristo, quando rasgou todo escrito que era contra nós (Colossences capítulo 2, versículo 14), desobrigando-nos a pagar a dívida que nos era imposta, deu-nos o exemplo de como se deve perdoar. Basta a nós, portando, repetir o gesto do pai celestial (Mateus capítulo 18, versículos 32 e 33), a fim de que fechemos a porta do coração para o ressentimento, sentimento que, caso não descartado, trará consequências maléficas para o corpo e para a alma (Efésios capítulo 5, versículos 31 e 32; Salmos capítulo 32).

Tenho que reconhecer que não é tão fácil perdoar, principalmente quando o agressor, como consequência, puder adotar diversas medidas, inclusive judiciais. Todavia, o ato ensinado pelo Senhor certamente exige que, voluntariamente, abramos mão de determinadas prerrogativas, mesmo não havendo motivos para tanto. Sem dúvida, perdoar constitui um verdadeiro ato de nobreza praticado por aqueles que entendem o seu verdadeiro significado.

Proponho ao caro leitor alguns passos – extraídos das Sagradas Escrituras – que certamente lhe auxiliarão ao exercício do perdão:

Passo 1 - Não se esquecer do mandamento de nosso Mestre: “dei de graça o que de graça recebestes” (Mateus capítulo 6, versículo 12);

Passo 2 - Os nossos direitos, as nossas razões, devem ser sacrificadas em oração; é pela oração que o nosso coração se abre para perdoar e pedir perdão. Quanto mais oramos, mais aumentaremos a nossa capacidade de perdoar (Mateus capítulo 5, versículo 44);

Passo 3 - Se o seu pecado foi contra o seu semelhante, e se existir alguma possibilidade de reconciliação por parte dele, vá a ele e peça perdão (Provérbios capítulo 28, versículo 13);

Passo 4 - As suas palavras devem ser seguidas de ação. Não basta verbalizar o perdão, é necessário mostrá-lo por meio de atitudes;

Passo 5 - Decida lançar as mágoas, os ressentimentos e as amarguras no mar do esquecimento. Quando perdoamos, decidimos não mais permitir que ocupe lugar em nossa mente aquilo que aconteceu (Isaías capítulo 43, versículo 25).

As marcas provocadas pela ofensa poderão não ser apagadas, mas o poder do perdão certamente neutraliza a ação por elas causada.

Fontes
Imagem: SavronTexto: Joseph Gomes, via On Grace

Cristão e o Meio Ambiente


O primeiro versículo da Bíblia apresenta Deus como criador da terra. Quem continua pelos versos seguintes nota, como canta Neemias, que Deus criou a terra e tudo o que nela há (Salmo 24.1). Cuidar do meio ambiente é um corolário da fé cristã.
 


O SANGUE DA TERRA
Segundo um poeta, as águas de março fecham o verão, pelo menos no Brasil. Ultimamente, no entanto, parece que a poesia vai ter que ficar circunscrita à história da literatura e da música, tais as mudanças no clima no Brasil e no mundo.
Um missionário de São Gabriel da Cachoeira (AM), pastor Geraldo Pereira de Souza Jr., pede orações porque os rios (rios amazônicos!) de sua região estão se secando, impedindo o transporte de pessoas e bens, feito por embarcações, e fazendo explodir o preço da água mineral.
As cidades brasileiras que vivem do turismo tiveram grandes dificuldades no verão 2006-2007 por causa de semanas seguidas, sem interrupção, de chuvas, quando o normal são semanas seguidas de sol, com pancadas de chuvas.
Ainda estão na memória as imagens da cidade de New Orleans tendo seus diques arrebentados, permitindo que 1339 pessoas fossem tragadas definitivamente pelas águas, na nação mais rica do mundo, rica e impotente diante da fúria do furacão Katrina em agosto de 2005.
Até dezembro de 2004, poucas pessoas conheciam a palavra "tsunami", de origem japonesa. Eu era uma delas. No entanto, nunca mais esqueceremos a palavra e muito menos as imagens de corpos e casas boiando no oceano Índico, quando morreram 285 mil pessoas. A tragédia provocou discussões teológicas e até mesmo negações do papel de um Deus que intervém na história: como Deus intervém, se permite a morte de tantas pessoas inocentes? Alguns também se perguntaram sobre o que o homem tem feito à terra, especialmente porque muitas áreas atingidas eram áreas aterradas, logo tomadas do mar. Teria ele vindo buscar o que era seu?
Com o relatório publicado no início de 2007, produzido pelo Painel Intergovernamental Sobre Mudança do Clima, preparado por 2500 cientistas do mundo todo, as ameaças ganharam destaque nos meios de comunicação. O assunto deixou de interessar apenas a cientistas, especialmente porque as populações notam em seus próprios corpos os efeitos das mudanças climáticas, provocadas em grande parte pela emissão de metano e gás carbônico, lançados na atmosfera por processos naturais e também pela ação do homem.
Um cientista brasileiro (Luiz Gylvan Meira Filho, professor da Unicamp, em Campinas, SP) afirma que "o aumento da temperatura média global este século não tem precedente na história recente, nos últimos cerca de dez mil anos.  E esta é uma razão importante para preocupação.  Os danos são de uma certa forma proporcionais à taxa de mudança, mais do que à magnitude da mudança em si, já que nos adaptamos lentamente ao clima, sempre que a taxa da mudança não seja maior do que a nossa capacidade de adaptação. (...) A mudança do clima devida ao aquecimento global (...) nos deixará mal adaptados ao clima, e isso é mais sério do que normalmente imaginamos". (Cf. KASSAB, Álvaro. O tempo esquenta. Disponível em .)
Alguns biólogos temem que, mantido o atual quadro de irresponsabilidade para com o meio ambiente, haverá uma extinção em massa (a sexta da história da humanidade), com o desaparecimento de dois terços das espécies.
A terra, portanto, está sangrando, mas muitos de nós agimos como se não fosse conosco. Há 6,5 bilhões de pessoas na terra. Que posso fazer eu para que a temperatura não aumente, para que o nível dos mares não suba, para que o efeito estufa seja suavizado, para que espécies animais não sejam extintas?


Leio ainda o testemunho do cientista Francis Collins que ainda jovem, antes de se tornar um dos mais brilhantes biólogos da humanidade, renunciou ao ateísmo depois da seguinte experiência durante uma caminhada por uma montanha no Estado de Washington: "Era uma bela tarde. De repente, a extraordinária beleza da criação ao meu redor foi tão avassaladora que eu senti que não poderia resistir mais uma vez." (Cf. reportagem de Steven Swinford, no The Sunday Times de 11 de junho de 2006).
De modo algum, portanto, o teísmo cristão, em sua essência, deprecia a criação. Se o fizesse, depreciaria o Criador. Mesmo distinta da criação, a natureza mantém o seu encanto, a sua santidade. A terra é santa porque Deus a criou. A terra é santa porque Deus se revela nela. A terra é santa porque Deus está nela. Na verdade, "a Sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Nos céus ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento e se lança em sua carreira com a alegria de um herói. Sai de uma extremidade dos céus e faz o seu trajeto até a outra; nada escapa ao seu calor" (Salmo 19.4-6).
2. Dizem alguns críticos que, ao propor uma relação individual do homem com Deus, o cristianismo estimula o ser humano a renunciar a perspectiva solidária da vida, resultando num individualismo que nega a nossa responsabilidade para com o meio em que vivemos e do qual somos também parte.
Somos obrigados a admitir que, diferentemente do que propõe a Bíblia, no Primeiro e no Segundo Testamentos, acabou por prevalecer uma influência individualista, derivada do pensamento grego, fora do caminho bíblico da vida em comunidade. O individualismo é a afirmação da supremacia do indivíduo, que deve buscar a sua felicidade a qualquer preço, mesmo em prejuízo da comunidade e da natureza. Em relação à natureza, o individualismo é hedonista, isto é, busca o prazer, custe o que custar. Mais ainda, também em relação à natureza, o individualismo é pragmatista, ficando só com o funciona e descartando o que não funciona.
Embora destaque a responsabilidade pessoal, a Bíblia concebe o homem como um  ser que se desenvolve na comunidade. Nada mais evidenciador desta realidade do que o próprio culto público. Podemos cultuar sozinhos e o fazemos, mas precisamos dos outros para cultuar com mais solenidade e alegria.
 A religião cristã é uma religião essencialmente solidária. Eu lhes trago duas provas bíblicas, entre muitas possíveis.
No primeiro aprendemos:
“Pois vejam! Criarei novos céus e nova terra, e as coisas passadas não serão lembradas. Jamais virão à mente!
Alegrem-se, porém, e regozijem-se para sempre no que vou criar, porque vou criar Jerusalém para regozijo, e seu povo para alegria.
Por Jerusalém me regozijarei e em meu povo terei prazer; nunca mais se ouvirão nela voz de pranto e choro de tristeza.
Nunca mais haverá nela uma criança que viva poucos dias, e um idoso que não complete os seus anos de idade; quem morrer aos cem anos ainda será jovem, e quem não chegara aos cem será maldito.
Construirão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão do seu fruto.
Já não construirão casas para outros ocuparem, nem plantarão para outros comerem. Pois o meu povo terá vida longa como as árvores; os meus escolhidos esbanjarão o fruto do seu trabalho.
Não labutarão inutilmente, nem gerarão filhos para a infelicidade; pois serão um povo abençoado pelo Senhor, eles e os seus descendentes.
Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei.
O lobo e o cordeiro comerão juntos, e o leão comerá feno, como o boi, mas o pó será a comida da serpente. Ninguém fará nem mal nem destruição em todo o meu santo monte, diz o Senhor" (Isaías 65.17-25).
O segundo é uma síntese plena da fé cristã como ela deve ser: "A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo" (Tiago 1.27). Uma religião que não se importa com os necessitados não pode ser considerada cristã, e isto se aplica a uma igreja (comunidade de crentes) e a uma pessoa. O cristão que não se importa com os necessitados pode merecer este nome?  
Esta dimensão inclui a ética pessoal. Um cristão pode até não ser íntegro, mas terá sua consciência queimando se não paga seus impostos, se não remunera a sua empregada doméstica com, pelo menos, o que a lei estabelece. Se a consciência estiver queimando por não alcançar o padrão, ele é um cristão. Se a sua consciência não se importa com o que faz nas relações familiares e profissionais, não é um cristão, mas um cínico.
A religião que Deus aceita como pura e imaculada encontra formas para manifestar sua indignação contra a injustiça e a violência.
A religião que Deus aceita faz com que louvor em adoração rime com clamor contra a injustiça. Adoração sem protesto pode servir aos deuses deste mundo, em mais uma forma de idolatria.
3. Dizem alguns críticos que, ao propor que haverá um novo céu e uma nova terra, a serem inaugurados com o fim do mundo, o cristianismo propõe a lógica do quanto pior melhor, para que a parousia seja abreviada.
 No final dos anos 70, uma das primeiras vozes a falar na morte do homem por causa da poluição, foi um cristão chamado Francis Schaeffer. Ele advertia os cristãos para não deixarem a dianteira dos que lutam pela preservação do meio ambiente. (No Brasil, o livro, logo esgotado, foi publicado pela Juerp em 1970: A poluição e a morte do homem.)
É verdade que a doutrina bíblica da criação inclui a dimensão da queda, a partir da qual até hoje a natureza, incluídos os seres humanos, ainda gemem por causa do pecado original. A humanidade estabeleceu o seu domínio sobre a terra. O problema é que este domínio tornou-se uma tirania. Deus não quer a manutenção desta tirania. (AUSTIN, Richard Cartwright. Three Axioms for Land Use. Disponível em .) O jubileu da terra tem a ver com isto.
Aprendemos na Bíblia que à criação seguiu-se a queda, mas a queda se seguirá a redenção, para a qual Jesus Cristo veio. O plano de Deus é restabelecer tudo em todos em Cristo. O resumo do Evangelho, nas palavras do apóstolo Paulo, preconiza, cheio de esperança que Jesus "é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do maug procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro" (Colossenses 1.17-23).
É verdade que os cristãos esperam um novo céu e uma nova terra, mas isto não niilismo, pela simples razão que o desejo por novos céus e nova terra é o motor para que, à luz destes novos céus e desta nova terra, os cristãos se empenhem por justiça agora e agora, o que inclui um empenho: o de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para promover um desenvolvimento sustentável.
O niilismo é suicida. O cristianismo se move na esperança. A expectativa de novos céus e nova terra é um espelho da esperança cristã.
Somos peregrinos na terra. Se somos peregrinos, não nos apegaremos a terra, explorando-a como se fosse nossa última casa. O tesouro do peregrino está no céu. O peregrino pode cuidar da  terra, desfrutar da terra e transformar a terra, sem degradá-la, sem desagradar a Deus.

UMA TEOLOGIA
Para que tenhamos atitudes santas em relação à terra, precisamos de uma  teologia bíblica sobre o meio ambiente. E a Bíblia está cheia de informações e prescrições sobre este assunto. Para minha surpresa, um pesquisador relacionou 2463 versículos (8% do total) sobre o meio ambiente nas Sagradas Escrituras. (JOHNSON, William T. The Bible on Environmental Conservation: A 21st Century Prescription. Disponível em .)
Eis algumas verdades para serem vividas:
1. Toda criação é sagrada, no sentido que é uma obra de Deus.
Quando lemos a narrativa da criação, vemos Deus se envolvendo pessoalmente nela. O universo revela Deus. A criação comunica a glória de Deus (Salmo 19.1).
2. Toda a criação sofre os efeitos da queda, o pecado original do ser humano.
As conseqüências, ecologicamente falando, são pintada pelo profeta Naum: "Você multiplicou os seus comerciantes, tornando-os mais numerosos que as estrelas do céu; mas como gafanhotos devastadores, eles devoram o país e depois voam para longe" (Naum 3.16).
A degradação da natureza é uma conseqüência direta da queda. São pecaminosas as políticas nacionais que permitem ou estimulam que os sistemas econômicos que exaurem a terra. As conseqüências ultrapassam o plano apenas ecológico. Vimos recentemente a atitude dos Estados Unidos, que "preferiram investir bilhões para assegurar o acesso às reservas iraquianas de petróleo, do que investir na pesquisa de alternativas energéticas mais limpas" (Carlos Alfredo Joly -- Cf. KASSAB, Álvaro. O tempo esquenta. Disponível em ).
 É nossa responsabilidade cuidar da terra.
A instrução entregue à primeira família ("O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo"-- Gênesis 2.15) alcança a humanidade de todos os tempos".
Ouçamos o ensino que o Senhor legou ao seu povo, num contexto agrícola e que pode ser universalizado: "Então disse o Senhor a Moisés no monte Sinai: `Diga o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou, a própria terra guardará um sábado para o Senhor. Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um sábado dedicado ao Senhor. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas. Não colham o que crescer por si, nem colham as uvas das suas vinhas, que não serão podadas. A terra terá um ano de descanso'" (Levítico 25.1-5).
O cuidado inclui o solo, mas também os animais, animais que Deus abençoa na criação (Gênesis 1.22). Em Deuteronômio há uma instrução clara: “Não amordacem o boi enquanto está debulhando o cereal" (Deuteronômio 25.4). Por que? O animal deve ser tratado com dignidade. No caso, trata-se de um animal que trabalha.
Que dizer, então, desta outra recomendação: “Se você passar por um ninho de pássaros, numa árvore ou no chão, e a mãe estiver sobre os filhotes ou sobre os ovos, não apanhe a
mãe com os filhotes. Você poderá apanhar os filhotes, mas deixe a mãe solta, para que tudo vá bem com você e você tenha vida longa" (Deuteronômio 22.6-7)? É muito interessante que o respeito à mãe-pássaro merece o mesmo prêmio destinado à obediência aos pais (como nos Dez Mandamentos).
Deus nos dá um mandato cultural (cultura é cultivo, cultura é transformação) deixado por Deus, que inclui cuidar da terra, inclusive dos animais nela existentes (Gênesis 2.19).
A terra, e tudo o que nela há, é propriedade de Deus. Ele cede esta terra, e tudo o que nela há, ao ser humano por empréstimo.
O salmista nos ensina, com precisão: "Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou-a sobre as águas" (Salmo 24.1-2). Somos todos usuários, não mais que usuários da terra.
O ser humano pode usar os recursos da terra.
Aprendemos em Levítico: "Vocês se sustentarão do que a terra produzir no ano de descanso, você, o seu escravo, a sua escrava, o trabalhador contratado e o residente temporário que vive entre vocês, bem como os seus rebanhos e os animais selvagens de sua terra. Tudo o que a terra produzir poderá ser comido" (Levítico 25.6-7).
A visão bíblica acerca do meio ambiente pode ser classificada como antropocêntrica, no sentido que recomenda o uso dos recursos naturais como fontes para a satisfação das necessidades materiais humanas. Uma leitura de Gênesis nos mostra que Deus providenciou plantas e animais para o convívio e para o alimento humanos.
Eu não sou vegetariana (ainda!), mas, se alguém entende que deve sê-lo por uma razão  de saúde ou de reverência pelos seres vivos, eu respeito, respeito e aplaudo. Pode ser radical para alguns a decisão, mas é digna de respeito.
Antropocentricamente entendo que os animais podem ser usados para fins de pesquisa médica, mas dentro de limites. Os animais podem ser abatidos, para alimento, mas dentro de limites. Esses limites devem considerar realidades óbvias como o sofrimento. Na pesquisa, os animais devem ser usados só em último caso, nunca como jogo ou experimentação irresponsável. No alimento, os animais para abate devem ser tratados com dignidade desde a sua criação. Não devemos desperdiçar a carne colocada diante de nós. Não devemos abater por esporte (como nos casos de caça e pesca esportiva, em que haja sacrifícios destes animais).
Todo desrespeito à dignidade do solo e dos animais é pecado. Isto inclui o desrespeito para com o ser humano, seja aquele que está diante de nós (no convívio humano), aquele que está à margem de nós (por alguma condição desumana) e aquele que ainda não nasceu (que não pode ser abortado, porque concebido irresponsavelmente).

PREMISSAS PARA UM COMPROMISSO
Uma teologia bíblica precisa desembocar numa mente bíblica, com atitudes biblicamente orientadas em todas as áreas da vida, que parte de uma certeza negativa: a falta de cuidado com a natureza tem um nome na Bíblia: pecado.
Nosso compromisso, portanto, se dá num mundo real. A queda é uma realidade, narrada na Bíblia e verificada por nós no dia a dia, tanto nos nossos corações quantos nos corações dos outros.
É por causa do pecado que o homem amaldiçoa a terra, com seu descuido e sua ganância.
O próprio livro das origens dá o contorno desta tragédia: "E ao homem [Deus] declarou: “Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida" (Gênesis 3.17).
Nosso parâmetro, no entanto, não pode ser a maldição humana, mas a bênção divina para a terra. Na narrativa da criação, temos duas expressões. Uma é, várias vezes, aplicada à obra geral: "Deus viu que ficou bom". A outra é utilizada no contexto da criação dos seres vivos, os humanos incluídos: "Deus os abençoou".
Devemos aceitar a bênção divina e recusar a maldição humana. O estrago foi feito; o estrago está sendo feito. No entanto, se queremos viver como imagens e semelhanças de Deus, não devemos amaldiçoar a obra do Criador.

Embora não possamos zerar todos os malefícios que já causamos ao nosso planeta, é nosso dever nos empenhar para minimizar esses ataques. Embora uma terra livre dos males seja possível apenas na Nova Terra, que é o céu onde Jesus nos aguarda, somos chamados a cuidar dela. O mandamento divino para a criação (em Gênesis 1) não foi revogado na queda (em Gênesis 3). Tanto não foi que Deus renova, ao longo da Bíblia, o cuidado que devemos ter com toda a Sua obra, que inclui os seres humanos, os animais e o meio ambiente.
Com o pecado, esta tarefa tornou-se mais difícil, mas continua como encargo do ser humano, mesmo decaído. A criação será redimida. Enquanto isto não acontece, a criação geme e espera que os filhos de Deus se manifestem para que haja paz na terra, desejo expressos tantas vezes na Palavra de Deus que não podemos escapar para os céus e pôr lá toda a esperança. O escapismo deixa a terra à mercê dos destruidores. Deus não abandonou a terra por causa do pecado humano. Ele ainda ama a sua criação.
Precisamos ter a convicção que a questão ecológica jamais  será plenamente resolvida, por causa da queda. O fato de nem todos virem a aceitar Jesus como Senhor não nos deve desanimar no anúncio do Seu Evangelho para todos.
A redenção da terra e a redenção da humanidade não são tarefas separadas. Esta interdependência foi estabelecida por Deus (Romanos 8.19,21).
O modo como o homem trata a terra tem uma dimensão escatológica. Uma boa escatologia entende que não é tarefa do homem dar uma mãozinha para o que fim venha logo. Deus não precisa desta mãozinha. A volta de Jesus Cristo está encriptada na soberania de Deus, como mistério inalcançável e incontrolável.
Se salvação é reconciliação, os salvos precisam dar o fruto do Espírito, e um deles não é o egoísmo, a fonte do desequilíbrio no meio ambiente. Nossa missão maior, que é o anúncio de Jesus, deve incluir nosso compromisso de sermos sal da terra. Não é curioso: "sal da terra"?


TERMOS DE UM COMPROMISSO
Neste contexto, o nosso contexto, quero sugerir um compromisso amplo e claro, em termos bem pessoais: eu me comprometo a viver de modo ecologicamente saudável. Não importa que o grão que eu plante seja pequeno como um grão de mostarda; o meu grão eu semearei.
Um redimido por  Jesus Cristo não pode ser o destruidor da natureza, gesto que  desobedece a Palavra de Deus. "O homem tem responsabilidade para com seu irmão, bem como pelas plantas, pelos animais, pela terra e seus recursos, como administrador de Deus, que requer o uso responsável, sábio e moderado e o cuidado de tudo o que Ele estabeleceu. Eu sou o guardador do meu irmão, logo sou responsável pela minha terra com seus recursos, não somente para o presente mas também para as futuras gerações". (Rowland Moss)
Fico feliz que, em geral, tenhamos melhorado em nossa consciência, mas temos muito ainda a crescer. Na infância do meu pai ele conta que se caçava passarinhos e ativava-o-pau-no-gato-te-o-tó a-te-mor-rer. O mundo mudou e ele mudou! Ufa!  
Então, em termos práticos:
1. Eu me comprometo a cuidar da terra.
Sei que os recursos da terra são finitos e alguns não são renováveis. Sei que "nós não temos outra casa para morar coletivamente senão esta, o planeta Terra. Então temos que nos responsabilizar por ela, e assumir uma ética da permanente responsabilidade" (BOFF, Leonardo. Carta da Terra: É preciso cuidar da vida. Disponível em .)
O cuidado da terra, eu o recebo como um mandamento de Deus para mim. A terra é um jardim e eu vou plantar e eu vou regar.
2. Eu me comprometo a desfrutar da terra sem lhe causar dano.
Os cristãos devemos apreciar a maravilha da criação em que Deus nos colocou, sabendo que Deus a criou. Embora sejamos peregrinos nesta terra, somos convidados a viver intensamente e prazerosamente. 
Diferentemente deste hino, sei que os recursos da terra são um dom de Deus para mim e é assim que vou usá-los. Eu me deixarei encantar pelos cantos dos passarinhos, desde que livres, e pelo perfume das belas flores.
Então, vou avaliar as minhas atitudes em relação aos recursos naturais, procurando me informar para ser mais conscientemente responsável. Não     quero ser um poluidor, não quero ser um destruidor, não quero ser um assassino, não quero ser um perdulário (gastador) dos recursos que Deus colocou sob minha administração. A solução da crise ambiental passa pela aceitação do senhorio de Jesus Cristo e inclui uma atitude responsável para com o meio ambiente por parte daqueles que o aceitam. A preocupação com a terra deve ser parte do testemunho com cristão.
Por isto, não vou desperdiçar água, no banheiro, no jardim, na calçada, na garagem. A água não é inesgotável. De toda a água da terra, 97% são água do mar; apenas 3% são água doce. Desses 3%, apenas 22.4% podem ser consumidas pelos seres humanos, embora nem toda seja potável. A propósito, 12% da água doce superficial da terra estão no Brasil. Fiquei sabendo que um banho de ducha por 15 minutos, com a torneira meio aberta, consome 243 litros, mas se eu fechar o registro enquanto me ensaboa, diminuindo o tempo de banho para 5 minutos, o consumo cai para 81 litros. É difícil mudar, mas vou me esforçar para usar a água como uma bênção de Deus e bênção de Deus não se desperdiça. Não quero pecar.
Não vou desperdiçar energia, seja elétrica ou de qualquer outra fonte. Não sairei de casa (ou do meu quarto) e deixarei a(s) luz(es) acesa(s). Não quero pecar.
Não vou descarregar na atmosfera o ozônio que eu puder não descarregar. Não quero pecar.
Não vou desperdiçar alimento, pondo no prato só que eu devo e posso comer, em casa ou no restaurante. Mesmo que possa pagar por mais que comida que devo, pagarei a que puder comer. No restaurante, a comida que sobrar levarei para casa ou para doar a alguém. Não quero pecar.
Não vou jogar lixo (copo, papel, garrafa, objetos) na rua, na praça, no parque, no ônibus, no trem, no rio ou na praia. Quero a calçada limpa para quem caminhar depois de mim. Quero o rio limpo para que as águas corram para outro rio ou para o mar. Quero a praia limpa para quem vier amanhã. Se tiver algum objeto que me sobre, vou doar para uma pessoa concreta; não vou joga-lo na rua. Não vou sujar o que puder não sujar, para que mais água não seja gasta para limpar o que já poderia estar limpo. Não quero pecar.
Não vou apertar a buzina do meu veículo, a menos que seja realmente necessário. Não vou poluir o ar com meus sons, sejam buzinadas, músicas ou gritos.
Não vou usar o papel como se ele não viesse de árvores derrubadas, porque sei que precisamos de sacrificar uma árvore para ter 62,5 quilos de celulose. Se puder, darei preferência a papel reciclado.
3. Eu me comprometo a transformar a terra, seguindo o projeto original de Deus.
A criação de Deus foi completa em si mesma. Ao mesmo tempo, Deus legou ao homem a capacidade de domesticá-la, no sentido de a tornar cada vez mais habitável. É por isto, por exemplo, que o homem constrói casas, estradas, pontes e túneis.
Nesta obra criadora humana. urge que o projeto divino não seja desrespeitado. Os limites que Deus pôs são meus limites.
4. Eu me comprometo a defender a terra contra quaisquer tipos de ataque.
Toda vez que o meio ambiente for maltratado, em claro desrespeito aos mandamentos de Deus, eu levantarei a minha voz em protesto. (PUBLIC Morals Committee of the Reformed Presbyterian Church of Ireland. The Christian and the Environment. Disponível em .)
Denunciarei o que precisa ser denunciado, como o maltrato a um animal numa rua ou num laboratório. Vou me empenhar pessoalmente, de modo coerente, para que haja equilíbrio no meio ambiente.
EXALTAÇÕES
Termino com uma seleção de exaltação ao Criador, mosaicada do livro dos Salmos (onde há 341 referências ao meio ambiente):
"Que a terra dê a sua colheita, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe!"
(Salmo 67.6)
Deus "transforma os rios em deserto e as fontes em terra seca, faz da terra fértil um solo estéril, por causa da maldade dos seus moradores.
Transforma o deserto em açudes e a terra ressecada, em fontes.
Ali ele assenta os famintos, para fundarem uma cidade habitável, semearem lavouras, plantarem vinhas e colherem uma grande safra.
Ele os abençoa, e eles se multiplicam; e não deixa que os seus rebanhos diminuam".
(Salmo 107.33-38)
"Tu abriste fontes e regatos; secaste rios perenes.
O dia é teu, e tua também é a noite; estabeleceste o sol e a lua.
Determinaste todas as fronteiras da terra; fizeste o verão e o inverno."
(Salmo 74.15-17)
"Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus.
Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: `Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?'
Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares.
Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!"
(Salmo 8)
"Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e que mantém a sua fidelidade para sempre!" (Salmo 146.5-6)
"Cantem ao Senhor com ações de graças; ao som da harpa façam música para o nosso Deus. Ele cobre o céu de nuvens, concede chuvas à terra e faz crescer a relva nas colinas.
Ele dá alimento aos animais, e aos filhotes dos corvos quando gritam de fome.
Não é a força do cavalo que lhe dá satisfação, nem é a agilidade do homem que lhe agrada; o Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam sua esperança no seu amor leal.  
(Salmo 147.7-11)
"Louvem o Senhor, vocês que estão na terra, serpentes marinhas e todas as profundezas, relâmpagos e granizo, neve e neblina, vendavais que cumprem o que ele determina, todas as montanhas e colinas, árvores frutíferas e todos os cedros, todos os animais selvagens e os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos e as aves, reis da terra e todas as nações, todos os governantes e juízes da terra, moços e moças, velhos e crianças.
Louvem todos o nome do Senhor, pois somente o seu nome é exaltado; a sua majestade está acima da terra e dos céus".
(Salmo 148.7-13)
"Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a terra da sua glória. Amém e amém". (Salmo 72)


Fonte "Prazer da Palavra, de Israel Belo de Azevedo", com inclusão do linkwww.prazerdapalavra.com.br